Publicado em Mundial 2018 em 30/06/2018 - 12:10
A fase de grupos já faz parte do passado. Agora, sim, arranca o verdadeiro Campeonato do Mundo de futebol. A partir deste sábado a margem de erro, seja para quem for, terminou. Um dia mau, uma prestação menos conseguida, um erro inesperado e todo o sonho de chegar longe fica pelo caminho. Nesta altura, mais do que olhar para a qualidade dos plantéis, importa perceber quem se encontra mentalmente forte. Por mais improvável que possa parecer, nesta fase é mais importante ter a cabeça ‘limpa’ do que propriamente possuir mais soluções técnicas ou táticas, Ainda assim, claro, quem jogar melhor estará, com toda a certeza, mais perto de ganhar. E Portugal legitimamente está no lote dos candidatos. Por ser campeão europeu em título; por contar nas suas fileiras com o melhor futebolista da actualidade e por todos os seus elementos terem interiorizado algo essencial: a Seleção já foi capaz de ganhar uma competição desta envergadura. Logo, o histórico bloqueio mental que tantas vezes nos afetou… já não incomoda.
Portugal tem reais condições para ultrapassar o Uruguai. Contudo, convém ter presente que os sul-americanos foram a formação que mais dominou durante a fase inicial. Os uruguaios não se limitaram a ganhar os três jogos efectuados, não sofreram um só golo. Mas, atenção, o bom ‘cartão de visita’ da equipa orientada pelo experiente Tabarez tem de ser entendido dentro de uma lógica relativamente pouco exigente. O seu grupo foi bastante acessível, algo que pode ter contribuído para mostrar um poderio que, se calhar, não é assim tão evidente. O Uruguai, até por ter uma dupla de centrais (Godin e Gimenez) muito rotinada e dois avançados letais (Suarez e Cavani), também terá as suas chances de vencer. Talvez seja, por isso, de esperar um jogo muito equilibrado. Continua hesitante e sem saber para que lado isto vai cair? É normal, por isso não se agarre só à aposta tradicional do “1x2”. Sugerimos algo diferente, como por exemplo + de 8 cantos no tempo regulamentar (ODD 1.45).
A Espanha não foi, durante a primeira fase, tão incisiva e segura quanto tem sido costume na última década. Ainda assim, mesmo com alguma felicidade à mistura, ganhou o Grupo B. Calhou-lhe em sorte agora defrontar a anfitriã Rússia. E apesar de nunca ser agradável medir forças com a equipa da casa, a verdade é que também não é normal que o conjunto local seja tão débil. A Rússia está mal classificada no ‘ranking’ mundial (62.º posto); realizou uma preparação paupérrima e apesar de ter entrado bem na prova, logo que enfrentou um adversário com qualidade (Uruguai) apanhou 3-0. Assim, com maior ou menor dificuldade, há que acreditar na lógica. A vitória espanhola parece ser uma aposta devidamente ponderada (ODD 1.58).
O Japão foi uma das surpresas agradáveis durante a primeira fase da competição, nomeadamente quando bateu a Colômbia (2-1). Mas, apesar desse feito, a qualificação para os ‘oitavos’ – à custa do Senegal – só foi selada devido ao desempate por… cartões amarelos. Chegar mais longe não se afigura muito provável, mais ainda quando do outro lado está a Bélgica, a equipa que mais golos (9) apontou na fase de grupos. Os belgas têm legítimas aspirações aos lugares cimeiros, marcaram em todos os duelos até agora e vão jogar contra um adversário que nunca ficou com a baliza inviolada. Oportunidade para testar mais um mercado alternativo: vitória da Bélgica ao intervalo e no final do encontro (ODD 1.76).
Ninguém consegue adivinhar todas as incidências de uma partida mas, convenhamos, há jogos que parecem claramente mais susceptíveis de ‘inclinarem’ para este ou aquele lado. No encontro entre Colômbia e Inglaterra não se afigura fácil atribuir o favoritismo a um dos conjuntos, mas nem por isso se espera um jogo morno. Bem pelo contrário, já que as duas equipas têm tendências ofensivas. Tem dúvidas? Então fique sabendo que os sul-americanos marcaram nos três duelos da fase de grupos e os ingleses só não o fizeram com a Bélgica, quando já estavam apurados. Mais: os britânicos sofreram sempre golos. Perante isto para que lado ir? O nosso conselho é explorar mais uma opção ainda pouco vista entre nós: as duas equipas marcam (ODD 2.15).
Chegados aos jogos a eliminar, convém estar atento ao elevado número de cantos e golos nos derradeiros minutos. Durante a primeira fase, cerca de 25% dos 122 golos (estamos a falar de 31) surgiram no derradeiro quarto de hora. A tendência, nos jogos a eliminar, deverá ser ainda mais vincada. Porém, isso só deve ser evidente nos jogos que cheguem aos 75 minutos com alguém na frente do marcador. Os empates, pelo contrário, terão tendência a manter-se nos derradeiros instantes.
Tenha em atenção que a média de golos no torneio está em 2.54 por encontro. Apostar no objectivo principal do jogo – marcar golos – ganha ainda maior relevo quando se sabe que, a partir de agora, as equipas estão mais obrigadas a correr riscos. Agora é a fase do tudo ou nada…
Luís V.
Nota: Odds sujeitas a variação. Consulte o valor actual das Odds em nossaaposta.pt