Publicado em Mundial 2018 em 22/06/2018 - 15:39
Não quer perder muito tempo? Não está inclinado a explorar os chamados mercados alternativos? Então a melhor ideia é avançar com uma dupla muito simples: vitórias de México e Bélgica, perante Coreia do Sul e Tunísia, respectivamente. Mesmo sabendo que asiáticos e africanos estão obrigados a pontuar para manter de pé o sonho da qualificação, ninguém coloca em causa a superioridade dos adversários. E não estamos a falar apenas tecnicamente. O México não podia estar mais galvanizado depois de ultrapassar a campeã do Mundo (Alemanha), enquanto os belgas possuem, sem discussão, um dos ataques mais poderosos da actualidade.
Conhece alguém que fique surpreendido se a Inglaterra derrotar o Panamá? Conhece alguém que não garanta que os ingleses são consideravelmente mais fortes e experientes que os panamianos? Conhece alguém que, conscientemente, duvide que este jogo só vai ter um caminho? Pois… nós também não. E por isso vamos procurar aumentar a possibilidade de ganhos. Como? Avançando para uma aposta ainda relativamente pouco comum entre os portugueses: vitória da Inglaterra ao intervalo e no final do jogo. Acarreta algum risco, é verdade, mas será que o Panamá só quebrará na segunda-parte como sucedeu com a Bélgica? Duvido…
É o Dia D. Ou melhor, é o Dia P, de Portugal. A Selecção comandada por Fernando Santos entra em campo em busca de selar a qualificação para a ronda seguinte. Fará isso, já se sabe, em caso de vitória ou empate perante o Irão de Carlos Queiroz que, pelo seu lado, só pode apostar no triunfo para se apurar. Vai ser uma tarefa fácil? Não, mas muito possivelmente os iranianos terão de alterar a sua matriz. Jogar muito fechados, como fizeram com a Espanha, agora não faz sentido. Com os ‘nuestros hermanos’ um empate seria um passo decisivo para a qualificação, agora nem a igualdade serve, pois isso deixará sempre Portugal à sua frente e previsivelmente a Espanha que, face a uma equipa de Marrocos já eliminada, deverá vencer. Com estes dados, para onde devemos olhar? Pois bem, mesmo correndo o risco de nos considerarem muito patriotas (ou apenas confiantes), escolhemos três apostas distintas: um golo na primeira parte (Portugal fez isso nos dois embates anteriores e logo de entrada); vitória lusitana (aproveitando, mais tarde ou mais cedo, a necessidade do Irão ter de avançar no terreno, o que deverá fragilizar a sua tradicional defesa segura) e… 2 ou mais golos de Ronaldo. O capitão tem estado insuperável e, seguramente, não vai querer passar ao lado num duelo tão importante…
Com o aproximar dos momentos de decisão numa prova como o Mundial, as equipas tendem a arriscar mais. A necessidade de ganhar ou marcar um golo leva, na maioria das vezes, a que os encontros sejam mais abertos, com maior número de oportunidades e consequentemente de remates certeiros, mas também à subida da intensidade, o que quase sempre corresponde a mais cartões.
Esteja atento às apostas de golos nos últimos minutos. Têm existido muitos na prova e o desespero das equipas ‘encostadas às cordas’ potencia a probabilidade de isso, senão aumentar, pelo menos continuar a acontecer com alguma regularidade.
Luís V.